segunda-feira, 31 de julho de 2017

Estátuas de Anjos - para uma Fenomenologia da Vida e da Clínica


Nesta obra podemos ler como se cruza o percurso filosófico de Florinda Martins com o percurso fenomenológico de Michel Henry e ainda como se cruzam estes dois percursos com as nossas pesquisas, no Brasil, em torno das interlocuções entre filosofia e psicologia. Ao mesmo tempo que dá contas do cruzamento desses três percursos, a obra abre agora a um novo começo a que chamamos Círculo fenomenológico da vida e da clínica.
ANDRÉS ANTÚNEZ]

A obra de Michel Henry desenvolve-se em torno da fenomenalidade da vida considerada, sem mais, como a fenomenalidade de aquilo em que vivemos. Ora aquilo em que vivemos é aquilo que, no e pelo nosso agir ou em nosso encontro com outro vivente ou ser, nos supera e nos transcende e desse modo nos inscreve num viver originariamente comunitário. Proponho então que procuremos ver se, desse âmbito de fenomenalidade dos fenómenos, podemos enunciar um princípio fenomenológico que oriente as nossas investigações em torno de uma fenomenologia da vida e da clínica e que enuncio assim: a vida em que vivemos é tanto mais nossa quanto mais, em nosso agir, ela nos supera e nos transcende.

Índice:Apresentação

Capítulo I – A fenomenologia da vida no cruzamento do meu per-curso com Michel Henry e com as nossas pesquisas no Brasil
A – O meu percurso com Michel Henry e com o teatro estático de Fernando Pessoa
B – As vossas questões, na continuidade das minhas pesquisas em Michel Henry
C – Apresentação dos temas que estiverem em debate no Brasil em setembro 2016

Capítulo II – Michel Henry: fenomenalidade da vida como exigência da felicidade

A – Michel Henry: fenomenalidade da vida como fenomenalidade da exigência de felicidade inscrita em cada ser e cada vivo
B – Michel Henry: a felicidade como impulso irrepressível de vida ou o poder vivenciado como dever ser
1. Michel Henry: fenomenalidade do cruzamento do sentimento de poder com o sentimento de dever.
2. (Des)nortes em torno da fenomenalidade do corpo

Capítulo III – O invisível enquanto fenómeno: uma questão civilizacional

A – O invisível em nossas dores e em nossos amores: uma questão civilizacional de hoje tal como de ontem e ainda de amanhã
B – O corpo enquanto habitante do mundo

Capítulo IV – O pensamento filosófico de Michel Henry no contexto epistemológico contemporâneo – marco filosófico da dialética dos Afetos, contribuição metódica e perspetivas teóricas para a área da saúde

Capítulo V – Michel Henry por entre crianças, cócegas, dor e sonhos

Capítulo VI – A fenomenologia do trabalho na clínica

Capítulo VII – Estrela Polar: sementes de o fenómeno erótico

AUTORA

FLORINDA MARTINS Coordenadora científica do projeto internacional de investigação em rede Corpo e Afetividade: a receção do pensamento de Michel Henry na lusofonia, UCP – CEFi Porto. Membre d’Honneur du Comité Scientifique du Cercle phénoménologique, Michel Henry. Co-fundadora da Société Internationale Michel Henry. Autora de Recuperar o Humanismo, com prefácio de Michel Henry. Desde 1997 que escreve em obras conjuntas e em coautoria sobre Fenomenologia da vida e interdisciplinaridade.

http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=2138
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